Detive-me diante do 183 onde vivi um tempo bom da minha vida. O meu primeiro poiso após desembarcar em Lisboa. Ao alto vi a sacada e a janela do meu quarto. Não sei que é feito da gente que lá vivia. Deveria ter subido a escadaria ao último andar? Não iria encontrar aqueles que queria.
Retomei a marcha. Ao Largo da Estrela reparei que na Basílica a porta das capelas funerárias estava fechada. Estranhei. A esplanada do jardim do meu contentamento estava aberta. Não entrei.
Segui em frente. Tomei o sentido descendente da Infante Santo. A um passo reparei na casa do "gordo". O que será feito dele? Passei defronte ao hospital militar onde me operaram um pólipo nas cordas vocais e me mandaram comer um gelado. Fui comê-lo um pouco mais abaixo.
No cruzamento com a Sant´ana à Lapa, à esquerda, era o caminho da antiga casa dos pais do Ferro. Dobrando a esquina à direita era o caminho da casa da Travessa do Possolo onde vivi com o Mariquito, o Coelho Cardoso e o Elias.
Depois continuei descendo a caminho do meu destino. Meia hora percorrendo lugares da minha juventude.
Um caminho luminoso aos lugares da memória. Retemperador.